às vezes só um acúmulo de angústias.
às vezes não há nada além da sombra projetada no corredor
pés que se esfregam debaixo do lençol, olhos que já não se sabe
se estão abertos ou fechados, para qualquer coisa, sobre qualquer ótica.
às vezes como um aperto de mão não dado, um abraço rejeitado
sem paz ou canção de ninar, sem descanso, sem repouso.
às vezes só
penso
só.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
Ela percebeu que antes mesmo de se aproximar de alguém, com qualquer vontade ou intenção, acaba se deparando com uma porção de histórias, com uma bagagem e um passado o qual ela jamais poderia imaginar, ela demorou a perceber, mas não quer mais se esquecer.
Prefere continuar a manter uma distância confortável, a distância que sempre manteve, só queria poder escapar da sensação que paira sobre a mente, anular o sensação de ser como uma folha de papel ocupado por muitos traços e rabiscos inacabados, ela queria poder anular o gosto amargo na boca, a dor pungente e o peito ardente cheio de vazio.
Prefere continuar a manter uma distância confortável, a distância que sempre manteve, só queria poder escapar da sensação que paira sobre a mente, anular o sensação de ser como uma folha de papel ocupado por muitos traços e rabiscos inacabados, ela queria poder anular o gosto amargo na boca, a dor pungente e o peito ardente cheio de vazio.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
ontem, mês passado, ano passado, retrasado.
deparou-se com a certeza de que a sua volta,
nenhum se quer se afastou sem a ferir.
todos a magoaram, feriu o que era tão vital.
help me breathe
help me believe
you seem really glad that I am sad.
you are not my friend
i can't pretend that you are
you made it sting.
quantos suspiros são necessários
para exprimir incontáveis descontentamentos
e um punhado de raiva?
quantas vezes tenho que inspirar, respirar
e prosseguir? pra quê tanta tolerância?
porque tolerar tantas vezes tanta gente, de tantos
lugares? com laços ou não, me resta um nó na garganta
por não despejar tudo isso num grito.
emudeci, e por muitas vezes gritei, gritos altos e viscerais
que ecoavam no meu costumeiro silêncio.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
A noite é sublime, o dia, belo.
[...]
Na calma quietude de uma noite de verão, quando a luz trêmula das estrelas rompe a escuridão da noite que abriga uma lua solitária, almas que possuem um sentimento do sublime serão pouco a pouco despertadas para o mais alto sentimento de amizade, de desprezo ao mundo, de eternidade.
O dia resplandescente infunde um fervor ativo e um sentimento de jovialidade. O sublime comove, o belo estimula . O rosto do homem que experimenta integralmente o sentimento do sublime é sério, por vezes rígido e perplexo. Em contrapartida, a intensa sensação do belo anuncia-se por uma irradiante satisfação nos olhos, por traços sorridentes e, frequentemente, por uma perceptível jovialidade. O sublime, por sua vez, possui outro feitio. Seu sentimento é por vezes acompanhado de certo assombro ou também de melancolia, em alguns casos apenas de uma calma admiração e, noutros, de uma beleza que atinge uma dimensão sublime.
[...]
Quando se aprecia demais a alguém, torna-se impossível amá-lo. Embora suscite admiração, está por demais acima de nós para que ousemos nos aproximar dele com a intimidade do amor .
(KANT, Emmanuel. 1764, Observações sobre o sentimento do belo e do sublime, p.22.)
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
"Il y a une fleur… je crois qu’elle m’aapprivoisé"

Tu não és ainda para mim senão um garoto igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
– Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
[...]
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Desordem.
Caro é transformar-se num arremedo de si próprio a ponto de nem se reconhecer mais
Hoje eu tenho 130 anos, isso não estava nos meus planos
Você sabe, a desordem é tenaz.
Tantos laços, tantas amarras
Os controles, pretensões
Nada adianta se o vento não soprar
Esse vento sob minhas asas,
Eu não mando mais em nada.
Sei que é alto, mas eu vou pular
O que todos vão dizer
E aonde vão chegar
Nem os olhos podem ver
Decidido, eu não volto pra casa
Ao lar, ao corpo e todas as palavras
Que a vontade, conseguir pensar.
Segue o vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Sei que é alto mas eu vou pular
O que todos vão dizer
E aonde vão chegar
Nem os olhos podem ver
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sapato novo.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Imergir.
Cansei de ser eu mesmo
Me deixa ser você
A vida não perdoa
Quem quer se reescrever
Cansei da minha rotina
Já não ouço o mesmo som
Cansei desse negócio de tentar ser bom
Cansei dos meus retratos
Da falsa sensação
De ter você por perto
E não seu coração
Cansei dos mesmos rostos
Dessa repetição
Me deixa ser o centro da sua distração
Cansei dos inquilinos
Da minha solidão
[...]
Cansei da velha idéia
[...]
Me entregue este controle
Me entregue a alma então
Amor você parece
Disco arranhado em vão
Pura repetição
Disco arranhado em vão
Pura repetição
Pura repetição
(Cansei - Silva)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
"Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança"
E hoje, esta noite, esta semana...essa frase fez e faz tanto sentido, eu estava no metrô e esse trecho gritando na minha mente, peguei a caneta, abri o caderno e de alguma forma tentei ilustrar...ok, talvez sem êxito. Talvez seja tanto doar-se sem nenhum consolo, é tanto sentir e nenhum conforto, talvez pouco conforto, no momento só as notas soando no piano me trazem alguma paz, eu pensei que estivesse imune à estas sensações, achei que toda esta inquietação já estivesse fora de questão, todo incômodo, toda a ausência de sentido...o perder-se sem razão alguma, ou por todas as razões que há no mundo. O querer dizer tanta coisa, mas não ter o que falar.
Estar perdida em todas as tuas convicções, querer se esvaziar de si mesma, uma transição dura, um desconstruir violento e sem cautela.
Estar perdida em todas as tuas convicções, querer se esvaziar de si mesma, uma transição dura, um desconstruir violento e sem cautela.
"Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco"
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco"
Achei ter superado, mas não...nem sei bem o que estou dizendo, só sei que há muita ausência.
Um cansar do óbvio, e o que é esta vida além do que se cansar do óbvio? Se cansar das falhas diárias e de toda incompreensão, todas as portas estão fechadas.
Aceitar a condição, dispensar a previsão.
Quanta capacidade desperdiçada, quanta lucidez, quanto abandono.
Eu tenho medo, estou com esse medo atravessado, uma angústia incessante, o medo de perder totalmente o que já foi se perdendo ao longo dos anos, lentamente, e ainda é vital, sempre será, toda a perturbação, e as relações conturbadas e mescladas entre si, sempre tão avessas e eu no meio da troca de tiros dentro de uma guerra entre os dois, uma guerra em que ambos emudeceram e as palavras não podem ser ditas, me usam como porta voz para gritarem todo esse silêncio sufocado pelo tempo. E eu como irei aguentar? Não sei.
A gente passa a vida toda construindo aquilo que se quer ser, absorvendo valores, objetivos e ideais, pra que em certo momento da vida você se depare com tudo o que pensa ser e queria simplesmente desconstruir, se não tudo, ao menos em parte, refazer o que já não acha tão relevante, justo, nobre.
Tá tudo muito pesado.
Tá tudo muito pesado.
transição lenta, a dificuldade em negar a si mesmo, me aproximar outra vez, só queria ser sincera e mostrar todas as minhas dúvidas. Essa vontade de abandonar pra sempre o passado, e simplesmente me recusar a aceitar o descaso e as migalhas de atenção de quem mais uma vez eu me importo, e muito. Manter uma distância confortável de tudo isso, de todas estas pessoas, de todo o dedicar-se em vão. Me desprender, lidar com o fato de ter me cansado de quase tudo, eu só não consigo negar o que sinto. Mergulhar no que pode ser novo, tentar não ser óbvia, lidar com o inconstante. Desejar o desconhecido, querer vivenciar o improvável e acreditar nele há cada segundo, simplesmente porque faz com que eu me sinta viva de uma forma muito lúcida e clara e se tiver errado, posteriormente saberei.
A idéia e todos esses pensamentos podem me soar absurdos daqui há um mês, mas agora eu não posso e nem quero negar o quanto isso é nítido, o quanto é real. Eu não te conheço, e posso estar louca, mas o meu achar deve fazer algum sentido, ao menos ele já fez. Estou disposta a descobrir até que ponto podemos ir, aonde poderemos chegar. Eu sei que você também pode fazer com que eu descubra o caminho, mas não sem antes viver toda a intensidade de cada momento.
Não quero mais estruturas convencionais, só o sentir, não importa o quão desordenado ele seja.
"Eu posso estar maluca, mas você é mesmo interessante".
E eu quero mesmo que aquele sonho seja real, cada segundo dele.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Sem justificar.
Há muito não venho por aqui, há mais tempo do que posso calcular, e não falo em dias ou meses, falo da intenção. Bem, mas novamente me deparo com a necessidade de transcrever, ou sei lá, quem sabe traduzir um turbilhão de pensamentos e indagações.
"Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim"
Oh! Debussy, acalma minha mente inquieta. Clair de lune.
sábado, 24 de julho de 2010
Há uns dias atrás, em uma das minhas madrugadas peguei o caderno e a caneta e rabisquei uns versos que virou canção...
Decifrar
Decifrar a fração de segundo
do pensamento que embaça
toda a visão deste mundo
Ter onde guardar o que se passa aqui dentro, me escondendo do tempo
despistando a fraqueza, esquecer de quem sou, da onde vim, pra onde vou
e me lembrar do que é bom
Como num filme que faz
a realidade sumir por um instante
conduzindo um sorriso fugaz e inconstante
Gritar sem se ouvir e
se permitir sentir
o que não se pode descrever
como um eterno enigma
O sangue que não se estanca
a paz que não se compra
o preço que não se vê
por tudo o que me impede
de decodificar o viver...
Decifrar
Decifrar a fração de segundo
do pensamento que embaça
toda a visão deste mundo
Ter onde guardar o que se passa aqui dentro, me escondendo do tempo
despistando a fraqueza, esquecer de quem sou, da onde vim, pra onde vou
e me lembrar do que é bom
Como num filme que faz
a realidade sumir por um instante
conduzindo um sorriso fugaz e inconstante
Gritar sem se ouvir e
se permitir sentir
o que não se pode descrever
como um eterno enigma
O sangue que não se estanca
a paz que não se compra
o preço que não se vê
por tudo o que me impede
de decodificar o viver...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Da projeção à sensação.
Quando eu tinha uns 8 anos eu me descobri apaixonada por guitarras, e toda vez que eu ouvia um solo de guitarra em algum vinil do meu pai eu ficava fascinada, pois eu sentia cada nota daquela sequência de sons, era incrível, excitante. Desde então eu percebi que há cada sensação eu descobria um pouco mais sobre mim e tem sido assim, cada projeção que faço sobre o que seja, é baseada na sensação que espero sentir, a ânsia de me livrar desta insegurança crônica, desta vontade de inspirar e respirar todo o ar que me é negado, o alívio de não esconder o quanto posso ser densa, inconstante, insistente. Não sei até que ponto posso tolerar a insensibildade humana, eu admiro tantas coisas, a capacidade de ser altruísta sem precisar esfregar, escancarar isso ao outros, a competência em ser sincero, honesto e se desfazer de tanto egocentrismo. Quase sempre me preocupo com um certo potencial que tenho, me considero uma forte candidata ao 'cargo' de 'depressiva', eu sempre grito em silêncio e a escuridão do meu quarto me consome e me diminui, alguns medos me sufocam, e tenho a impressão de sentir todas as emoções e sensações do mundo em uma fração de segundos, num insconsciente suspiro me deparo com lembranças e com memórias que se juntam aos pensamentos, estes que ao que me parece nunca consegueriam ser traduzidos, a velocidade na qual eles se formam se assemelha a velocidade da luz, vejo a tecnologia tão avançada e me pergunto porque ainda não fizeram algum aparelho que pudesse decodificar pensamentos, e assim nos livrar do peso que é pensar o tempo inteiro, seria confortante descarregar o turbilhão que se forma a cada instante seria como tirar férias de mim, das minhas dúvidas, dos tais anseios, só até eu poder me refazer e voltar a carregar tudo outra vez, não há distinção entre eles sejam bons ou ruins eles pesam, a projeção se fez antes e ela também está lá dentro o tempo todo, o mais engraçado é que existem também os momentos em que a alegria me toma a alma e pareço que vou explodir, e que se caso isso acontecesse cada parte de mim cintilaria em fragmentos de sonhos, são tantas as razões que me deixam bem, mas eu me pergunto se elas são maiores do que as que me deixam mal?! Por vezes penso que sim, pela simplicidade de cada sentimento, e ao mesmo tempo pela dimensão deles, e talvez seja, não sei bem, me ocorre tanta oscilação, não há como entender, e há, é extremamente confuso, metafísico demais, não quero me prender eu busco o que liberta, e eu encontrei está escrito e é assim que sinto, fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem e depois de tantos fatos, de tantas dores, eu pensava já ter sentido todo o desespero que eu podia suportar, mas não...eu nunca havia sentido tanto medo como eu senti na madrugada do último dia 4, minha mãe ali nos meus braços, o peito dela saltava como se o coração fosse parar depois de bater muito rapidamente, e eu perdi o ar o nó se formou na minha garganta e doía como uma foíce, e eu depositei toda a esperança em minha fé em uma crença que há algum tempo atrás era inexistente devido a uma porção de fatores e nela eu me refugiei, pedi para que ela não fosse embora, que ela não me deixasse, pois mesmo com tantos problemas, com tantas diferenças, eu percebi que nada disso era maior do que o meu amor e isso foi por pouco e novamente posso dizer que hoje vejo a minha fé inabalável, não importa o que haja, nós se quer imaginamos a dimensão que um sentimento pode ter, acho que só em momentos assim quando se está prestes a perder algo que lhe é vital é que você caí em sí...e vê que faria qualquer coisa, qualquer coisa mesmo para não sentir tal sensação, tal dor. Dor, uma palavra tão frequente no meu vocabulário, palavra que denomina a sensação que mais detesto e ela também é anexada à palavras, me surpreendo com a capacidade de ferimento que uma palavra pode causar são como lâminas afiadas, são como ferros em brasa dissecando a pele, são danos irreparáveis,são feridas que nem sempre cicatrizam, pulsações desenfreadas, atinge o seu ápice quando são processadas, mas nem sempre entendidas, faz sangrar sem derramar uma gota, e pode parecer exagero, mas não por quem sentiu. Não tente dominar uma dor, não se pode, não é possível. No entanto, eu ouvi dias atrás um comediante falando que não temos problemas tão reais nesta vida, todos eles tem prazo de validade,mais dia, ou menos dia ele passa, querendo ou não o tempo é o antibiótico da vida, é como um antiflamatório para as nossas feridas, a cura de tantas inflamações, cabe a nós ter aquela que não é chamada de virtude a toa: paciência! Somos tão excêntricos, temos a idéia fixa de que tudo o que pensamos, acreditamos, gostamos ou queremos é o certo, é o melhor, é mais plausível, é mais digno e louvável, seria tolice pensar que não? Não, acontece que tudo o que nos convém é mais é mais estético, é aceitável, compreensível, ético, justo, e belo. Tudo seguindo medidas, o equílibrio é preciso!
Eu sempre mantive uma distância confortável do mundo, não..não, eu estou nele, dentro dele.
É, eu descobri também que em cada canção que escrevo eu descubro um pouquinho mais de mim, em toda essência, ou do que pareço refletir.
Eu sou uma eterna antítese!
Eu sempre mantive uma distância confortável do mundo, não..não, eu estou nele, dentro dele.
É, eu descobri também que em cada canção que escrevo eu descubro um pouquinho mais de mim, em toda essência, ou do que pareço refletir.
Eu sou uma eterna antítese!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
18.
Os últimos dias não tem sido fáceis, e os que estão por vir eu não imagino
como serão, não posso prever como talvez quisesse , é que eu estou me analisando o tempo todo e eu me odeio por isso às vezes, pois a sensação é tão amarga e é como se eu não pudesse dividir tudo o que me assola com ninguém, me sinto tão sozinha, mesmo cercada pela multidão, todos estão ocupados demais com suas próprias vidas em uma busca incessante pelo o estado de felicidade e bem-estar, mas eu não os culpo, é tão imprevisível viver, cada segundo é único quando se trata do riso, de um olhar vibrante e da sensação de total liberdade. E nos julgam o tempo todo, e esperam o tempo todo tudo de nós, a cobrança, o caminho, os resultados, e do que sabem eles? são especulações, são deduções, mentiras e fingimentos.
Hoje é dia 2 de novembro de 2009, eu completo 18 anos de idade, e eu estou me lembrando de cada ano da minha vida, ainda que me falhe a memória para muitos fatos, os meus olhos estão mergulhados em lágrimas e mal posso segurar a caneta, escuto músicas que me lembram tudo, talvez seja a sincronicidade das coisas, pra não acreditar no previsível, na coincidência, em destino, o céu está lindo, cintilando de tão azul, e eu neste lugar que me é tão real e tão familiar, àrvores me cercam, o sol brilha fortemente e eu continuo aqui. Estou tentando me encontrar, mesmo me esquecendo, eu não gosto de me repetir, eu acho que não gosto de mim, eu sempre tentei fazer tudo sempre certo, ou pelo menos o que eu julgava certo, mas eu não sei se consegui, eu acho que sempre errei tentando acertar, eu deixei de arriscar com medo da mágoa e da dor, a coisa que eu mais odeio é sentir dor, seja ela qual for. Eu consigo me lembrar de todas às vezes em que chorei por sentir uma dor, sim, eu detesto chorar.
Tudo o que eu queria era pra provar pra mim mesma que eu suportaria tudo sempre, que eu seria forte sempre, e eu me fechei como um baú e joguei a chave fora, mas não é assim, eu detesto atestar minha vulnerabilidade diante ao outros, é algo tão ruim. Não sei se me faço entender, eu nunca sei. Eu odeio a minha isegurança e o modo como eu lido com as situações, eu sinto saudades de tantas coisas e de outras nem tanto, eu sou mesmo assim, eu acho.
De tudo o que penso ser, a única certeza que tenho é do amor, eu sei de tudo o que amo e isso me conforta um pouco, mas eu preciso, necessito me amar, preciso acreditar em mim, preciso aceitar os meus erros e acertos, encontrar um rumo, é, hoje eu faço 18 anos e eu preciso mais do que nunca dar ouvido aos meus conselhos e pensamentos, a minha voz.
Quando eu decidi obedecer as minhas vontades, pois elas são irracionais, a minha insergurança continuou me acompanhando , e ainda que eu tenha arriscado foi a tristeza que obtive, o descontentamento, o pressentimento e o conformismo. Mas, é melhor do que não tentar, eu fico em paz comigo mesmo com a dor.
E do que eu falo?
É de sentimento
É do abismo entre querer e poder.
Da imensa espera por um momento feliz.
Tem uma música de uma banda que eu gosto muito, a banda se chama Daphne Loves Derby e eles fizeram uma música chamada "Come Winter", ela foi o toque do meu despertador e das chamadas do meu celular por muito tempo, e o refrão dela tem uma frase que diz: "I wasted more time dreaming that living" (Eu perdi mais tempo sonhando do que vivendo) e essa frase me diz muito, não que sonhar seja pior do que viver, ou mesmo uma perda de tempo, é totalmente ao contrário, sonhar é o que nos faz viver, almejar, sonhar é tudo o que nos motiva a continuar, a seguir, pelo menos em partes. Mas, nem sempre a vida é um reflexo de um sonho e isso sim dói.
Mas, eu não quero desistir de nada, mesmo que a vida me prove o contrário, e se eu não puder fazer tudo, faço tudo o que eu puder.
Cada ano, pessoas, amigos, famílias, tristezas, histórias, sonhos, brigas, sorrisos,trabalhos,lugares, alegria, noites intermináveis, dias memoráveis, sol, lua, estrelas, frio, calor, ventos, folhas, dor, viver, não querer viver, cartas, bilhetes, mensagens, fotografias, retratos, música, música, música, sim! minha vida tem trilha sonora, filmes, piadas, risadas, comidas, bebidas, mar, encontros, erros, acertos, defeitos, ansiedade, receios, felicidade, anseios, raiva, repetição, cenas, shows, déja vu, beijos, abraços, amores, meninos, meninas, manhãs, exposições. parques, museus, TV, rádio, internet, revista, recorte, jornal, madrugadas, seriados, sozinha, com alguém, conversas, MEUS medos, decepções, decepções, decepções, marcas, cores, àrvores, arco-íris, sabores, tons, ritmos, canções, composições, chuvas, vozes, àgua, areia, terra, grama, tardes, textos, palavras, horas, dias, meses, anos, relógio, andar, bicicleta, cair, desenhos, desenhar, livros, desejos, vontades, saudades, solidão, começo, fim, olhares, toques, telefone, sono, dormir, celular, voltar, seguir, fingir, temer, crer, tudo, nada, parte, todo, viagens, encontros, partidas, despedidas, piscinas, piercings, estradas, agora, depois, videos, paisagens, memórias, passagens, microfone, guitarra, violão, mala, domingos, estórias, experimentar, descobrir, lembrar, sorrir, esquecer, discos, notas, teclado, descanso, paz, flores, testes, objetos, canetas, diários, ir, vir, novo, velho, lado a lado, caixas, papéis. cadernos, festas, casas, teatro, aprender, ensinar, compartilhar, contentamento, banda, conhecimento, poesia, força, insegurança, franqueza, esperança, sinceridade, silêncio, fraqueza, bilhar, momento, jogos, passado, beleza, cobrança, hospitais, datas, tintas, cautela, cuidado, ajuda, favores, voar, enxergar, caminhos, sensações, retomar, arriscar, incerto, entregar, presente, ausente, aulas, presentes, deixar, distância, intolerância, fascínio, encanto,cotidiano, rotina, saber, tentar,aceitar, surgir, permanecer, de pé, em pé, a pé, nuvens, ônibus, carro, trem, avião, barco, skate, chão, fatores, enganações, carícias, perdões, admiração, o que cerca, luxo, nojo, perigo, inevitável, pedidos, francês, inglês, línguas, precisar, querer, poder, ser, hábitos, acostumar, paixões, promessas, giz, agir, mundo, desprezar, convidar, procurar, salgado, doce, nós, notícias, vergonha, pudor, ódio, protestos, manifestações. inesperado, miséria, egoísmo, egocentrismo, evidências, inveja, dinheiro, crônicas, formas, luzes, desigualdade, injustica, rotina,perder, vencer, correr, pular, sentir, reviver, distorcer,desmaios, hábitos, ruas, esquinas, centro, norte, sul, leste, oeste,maturidade,morte, futuro, presente, talvez, sempre, eu e vocês.
18 anos.
como serão, não posso prever como talvez quisesse , é que eu estou me analisando o tempo todo e eu me odeio por isso às vezes, pois a sensação é tão amarga e é como se eu não pudesse dividir tudo o que me assola com ninguém, me sinto tão sozinha, mesmo cercada pela multidão, todos estão ocupados demais com suas próprias vidas em uma busca incessante pelo o estado de felicidade e bem-estar, mas eu não os culpo, é tão imprevisível viver, cada segundo é único quando se trata do riso, de um olhar vibrante e da sensação de total liberdade. E nos julgam o tempo todo, e esperam o tempo todo tudo de nós, a cobrança, o caminho, os resultados, e do que sabem eles? são especulações, são deduções, mentiras e fingimentos.
Hoje é dia 2 de novembro de 2009, eu completo 18 anos de idade, e eu estou me lembrando de cada ano da minha vida, ainda que me falhe a memória para muitos fatos, os meus olhos estão mergulhados em lágrimas e mal posso segurar a caneta, escuto músicas que me lembram tudo, talvez seja a sincronicidade das coisas, pra não acreditar no previsível, na coincidência, em destino, o céu está lindo, cintilando de tão azul, e eu neste lugar que me é tão real e tão familiar, àrvores me cercam, o sol brilha fortemente e eu continuo aqui. Estou tentando me encontrar, mesmo me esquecendo, eu não gosto de me repetir, eu acho que não gosto de mim, eu sempre tentei fazer tudo sempre certo, ou pelo menos o que eu julgava certo, mas eu não sei se consegui, eu acho que sempre errei tentando acertar, eu deixei de arriscar com medo da mágoa e da dor, a coisa que eu mais odeio é sentir dor, seja ela qual for. Eu consigo me lembrar de todas às vezes em que chorei por sentir uma dor, sim, eu detesto chorar.
Tudo o que eu queria era pra provar pra mim mesma que eu suportaria tudo sempre, que eu seria forte sempre, e eu me fechei como um baú e joguei a chave fora, mas não é assim, eu detesto atestar minha vulnerabilidade diante ao outros, é algo tão ruim. Não sei se me faço entender, eu nunca sei. Eu odeio a minha isegurança e o modo como eu lido com as situações, eu sinto saudades de tantas coisas e de outras nem tanto, eu sou mesmo assim, eu acho.
De tudo o que penso ser, a única certeza que tenho é do amor, eu sei de tudo o que amo e isso me conforta um pouco, mas eu preciso, necessito me amar, preciso acreditar em mim, preciso aceitar os meus erros e acertos, encontrar um rumo, é, hoje eu faço 18 anos e eu preciso mais do que nunca dar ouvido aos meus conselhos e pensamentos, a minha voz.
Quando eu decidi obedecer as minhas vontades, pois elas são irracionais, a minha insergurança continuou me acompanhando , e ainda que eu tenha arriscado foi a tristeza que obtive, o descontentamento, o pressentimento e o conformismo. Mas, é melhor do que não tentar, eu fico em paz comigo mesmo com a dor.
E do que eu falo?
É de sentimento
É do abismo entre querer e poder.
Da imensa espera por um momento feliz.
Tem uma música de uma banda que eu gosto muito, a banda se chama Daphne Loves Derby e eles fizeram uma música chamada "Come Winter", ela foi o toque do meu despertador e das chamadas do meu celular por muito tempo, e o refrão dela tem uma frase que diz: "I wasted more time dreaming that living" (Eu perdi mais tempo sonhando do que vivendo) e essa frase me diz muito, não que sonhar seja pior do que viver, ou mesmo uma perda de tempo, é totalmente ao contrário, sonhar é o que nos faz viver, almejar, sonhar é tudo o que nos motiva a continuar, a seguir, pelo menos em partes. Mas, nem sempre a vida é um reflexo de um sonho e isso sim dói.
Mas, eu não quero desistir de nada, mesmo que a vida me prove o contrário, e se eu não puder fazer tudo, faço tudo o que eu puder.
Cada ano, pessoas, amigos, famílias, tristezas, histórias, sonhos, brigas, sorrisos,trabalhos,lugares, alegria, noites intermináveis, dias memoráveis, sol, lua, estrelas, frio, calor, ventos, folhas, dor, viver, não querer viver, cartas, bilhetes, mensagens, fotografias, retratos, música, música, música, sim! minha vida tem trilha sonora, filmes, piadas, risadas, comidas, bebidas, mar, encontros, erros, acertos, defeitos, ansiedade, receios, felicidade, anseios, raiva, repetição, cenas, shows, déja vu, beijos, abraços, amores, meninos, meninas, manhãs, exposições. parques, museus, TV, rádio, internet, revista, recorte, jornal, madrugadas, seriados, sozinha, com alguém, conversas, MEUS medos, decepções, decepções, decepções, marcas, cores, àrvores, arco-íris, sabores, tons, ritmos, canções, composições, chuvas, vozes, àgua, areia, terra, grama, tardes, textos, palavras, horas, dias, meses, anos, relógio, andar, bicicleta, cair, desenhos, desenhar, livros, desejos, vontades, saudades, solidão, começo, fim, olhares, toques, telefone, sono, dormir, celular, voltar, seguir, fingir, temer, crer, tudo, nada, parte, todo, viagens, encontros, partidas, despedidas, piscinas, piercings, estradas, agora, depois, videos, paisagens, memórias, passagens, microfone, guitarra, violão, mala, domingos, estórias, experimentar, descobrir, lembrar, sorrir, esquecer, discos, notas, teclado, descanso, paz, flores, testes, objetos, canetas, diários, ir, vir, novo, velho, lado a lado, caixas, papéis. cadernos, festas, casas, teatro, aprender, ensinar, compartilhar, contentamento, banda, conhecimento, poesia, força, insegurança, franqueza, esperança, sinceridade, silêncio, fraqueza, bilhar, momento, jogos, passado, beleza, cobrança, hospitais, datas, tintas, cautela, cuidado, ajuda, favores, voar, enxergar, caminhos, sensações, retomar, arriscar, incerto, entregar, presente, ausente, aulas, presentes, deixar, distância, intolerância, fascínio, encanto,cotidiano, rotina, saber, tentar,aceitar, surgir, permanecer, de pé, em pé, a pé, nuvens, ônibus, carro, trem, avião, barco, skate, chão, fatores, enganações, carícias, perdões, admiração, o que cerca, luxo, nojo, perigo, inevitável, pedidos, francês, inglês, línguas, precisar, querer, poder, ser, hábitos, acostumar, paixões, promessas, giz, agir, mundo, desprezar, convidar, procurar, salgado, doce, nós, notícias, vergonha, pudor, ódio, protestos, manifestações. inesperado, miséria, egoísmo, egocentrismo, evidências, inveja, dinheiro, crônicas, formas, luzes, desigualdade, injustica, rotina,perder, vencer, correr, pular, sentir, reviver, distorcer,desmaios, hábitos, ruas, esquinas, centro, norte, sul, leste, oeste,maturidade,morte, futuro, presente, talvez, sempre, eu e vocês.
18 anos.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
YOUhavemyattention.
Silêncio agora, sua voz parece há milhas de distância
É como se de alguma forma eu ouvisse sua canção ecoando
Um pouco mais macia a cada dia
E através do meu coração cansado, um pouco distante
Eu cantarei o dia todo sem interrupção
Apenas faça o possível para me ouvir
É tudo o que você pode fazer
VOCÊ TEM MINHA ATENÇÃO
Como você tem tido todo o tempo
Desde daquele primeiro dia que você fez meu coração sorrir
Com olhos amáveis e tristes suspiros
VOCÊ TEM MINHA ATENÇÃO
COMO UM GRITO ININTERRUPTO EM UM SANTUÁRIO VAZIO
Fale em um sussurro
Eu ouvirei um sermão.
Uma das músicas que eu mais gosto, de uma das bandas que eu mais gosto e que acabou
esta semana.
COPELAND ♥
É como se de alguma forma eu ouvisse sua canção ecoando
Um pouco mais macia a cada dia
E através do meu coração cansado, um pouco distante
Eu cantarei o dia todo sem interrupção
Apenas faça o possível para me ouvir
É tudo o que você pode fazer
VOCÊ TEM MINHA ATENÇÃO
Como você tem tido todo o tempo
Desde daquele primeiro dia que você fez meu coração sorrir
Com olhos amáveis e tristes suspiros
VOCÊ TEM MINHA ATENÇÃO
COMO UM GRITO ININTERRUPTO EM UM SANTUÁRIO VAZIO
Fale em um sussurro
Eu ouvirei um sermão.
Uma das músicas que eu mais gosto, de uma das bandas que eu mais gosto e que acabou
esta semana.
COPELAND ♥
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Tudo.
Tudo o que passa por aqui.
Toda vontade que eu tenho, sem repressão.
Tudo o que eu penso, sem censura.
O que eu quero tocar, mesmo não sabendo.
O que eu quero fazer, quando não faço tudo o que quero.
O que eu quero dizer, pra quem não quer me ouvir.
Tudo o que eu preciso provar a mim mesma.
(Tirando o "mesma" o fragmento foi escrito por Rodrigo Esteban Tavares)
Por me dizer tanto, o meu caro Tavares disse tudo o que eu precisava
dizer neste momento.
Toda vontade que eu tenho, sem repressão.
Tudo o que eu penso, sem censura.
O que eu quero tocar, mesmo não sabendo.
O que eu quero fazer, quando não faço tudo o que quero.
O que eu quero dizer, pra quem não quer me ouvir.
Tudo o que eu preciso provar a mim mesma.
(Tirando o "mesma" o fragmento foi escrito por Rodrigo Esteban Tavares)
Por me dizer tanto, o meu caro Tavares disse tudo o que eu precisava
dizer neste momento.
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